Indo Além, Além de Nossas Forças
Publicado por admin em 08 Jun 2009 | sob: Diversos
Com uma passagem bastante conhecida tentaremos descobrir como estamos vivendo nossas dificuldades do dia a dia e até onde podemos ir.
“Pela quarta vigília da noite, Jesus veio a eles, caminhando sobre o mar. Quando os discípulos o perceberam caminhando sobre as águas, ficaram com medo: É um fantasma! disseram eles, soltando gritos de terror. Mas Jesus logo lhes disse: Tranqüilizai-vos, sou eu. Não tenhais medo!
Pedro tomou a palavra e falou: Senhor, se és tu, manda-me ir sobre as águas até junto de ti!
Ele disse-lhe: Vem! Pedro saiu da barca e caminhava sobre as águas ao encontro de Jesus.
Mas, redobrando a violência do vento, teve medo e, começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me! No mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e lhe disse: Homem de pouca fé, por que duvidaste? Apenas tinham subido para a barca, o vento cessou. Então aqueles que estavam na barca prostraram-se diante dele e disseram: Tu és verdadeiramente o Filho de Deus (MT 14, 25-33).
As vezes o vento é muito forte e pode parecer que o barco vai virar e você irá naufragar. Mas te digo: não tenhas medo, Jesus está no seu barco e enquanto Ele estiver ai, você estará a salvo.
Existem basicamente 3 maneiras de um barco se deslocar:
1 - Se o barco for a remo teremos que intervir, ou seja, botar a mão na massa, ou melhor, no remo. Com o remo nós temos certo controle sobre o caminho a percorrer, porém se a correnteza não estiver ao nosso favor, e se ela estive forte, nós não iremos para outro lugar senão pra onde ela nos quiser levar. Então, estarmos no comando não nos garante conseguir atingir nossas metas.
2- Temos ainda a opção do barco a vela, onde conseguiremos se tivermos uma boa habilidade, levar o barco para nosso destino, mas neste caso dependeremos ainda do vento, sem ele não sairemos do lugar. Ou seja, estaremos em busca de nossos objetivos, mas estaremos condicionados a esperar um bom vento.
3 - E por último o barco com motor, onde não dependemos de vento para nos levar, de nossas forças para remar e sim de um bom motor, que seja potente para nos impulsionar seja nas águas contrárias ou de ondas fortes, confiável para nos transportar por longos e seguros percursos a fim de nos sentirmos tranqüilos e certos de que alcançaremos nossos objetivos.
Nós não podemos depender de nossos braços para remar, mesmo porque somos fracos e pequenos e diante das dificuldades acabamos nos sentindo como se estivéssemos sem os braços. E daí? Como navegar?
Não podemos também depender de ter um dia de vento para sairmos de nosso comodismo, de nossa cadeira cativa e alçar vôos maiores. Não podemos ainda esperar que o vento dite a nossa velocidade, mesmo porque haverá dias em que iríamos preferir ir com mais calma, já em outros gostaríamos de ir adiante, com mais velocidade e se tivermos somente uma brisa, ficaremos certamente desapontados. Pergunto novamente. E daí? Como navegar?
Por fim, com o barco a motor, poderemos ter mais pessoas no barco, poderemos fazer longos trechos, poderemos nós mesmos ditar a nossa velocidade, poderemos vencer a correnteza contrária com mais facilidade. Se estivermos remando, nos cansaremos rapidamente, ou seja, podemos dizer que com motor, conseguiremos ir além, além de nossos braços, além dos ventos, além de nossas forças.
Quando Jesus chamou para que diante do vento forte, viesse ao Seu encontro, perceba que antes de mandar cessar o vento, ele chama Pedro para testar a sua fé e, diante da fraqueza, interveio a fim de trazer de volta a paz ao coração de Pedro. Ele estende a mão, leva-o ao barco e depois o vento cessa. É, antes de tudo, Jesus que nos conduz em segurança para um local onde podemos nos sentir melhor, como aconteceu com os Apóstolos.
E você? Vai remar? Vai esperar um bom vento? Ou dará a chance a Jesus de te conduzir a mares profundos? Ele já o escolheu e aguarda ansioso o seu sim, para levá-lo além, além da montanha, além das águas claras, por onde você ainda não caminhou e por onde você ainda não navegou! E então, poderá como os Apóstolos fizeram se prostrar diante de Jesus e proclamá-lo como Senhor de sua vida.
Marcos Marcelo Catóia
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